O corpo e a dignidade humana

Por Rodrigo Couto

As tradições de inúmeros povos costumam moderar os usos do corpo, algo evidenciado desde o cotidiano (por exemplo, pelas regras relativas ao vestuário e nudez), até os ritos de passagem mais importantes. Tradicionalmente, o aprimoramento de atos da vida civil depende não apenas da disposição das partes, mas de manifestações físicas, como com a consumação do matrimônio. A volição do espírito, embora importante, não seria suficiente para a ultimação, e isso faz do corpo algo além de mero invólucro para a consciência, e possuidor de grau de dignidade superior ao conferido a um simples veículo para a comunicação das vontades individuais. O Cristianismo contemplou esse fato, evidentemente, com a Encarnação, suficiente para demonstrar o valor singular das formas humanas. O mesmo valor foi demonstrado com a Ressurreição.

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