O batimento cardíaco do feto não prova a vida?

Por Wesley J. Smith

Puxa vida, alguns na esquerda continuam fingindo que não sabemos quando começa a vida humana.

Claro que sabemos. Isto é uma questão científica. Os livros de embriologia elucidam a concepção.

Isso significa que eu e você somos o mesmo organismo desde aquele momento em que éramos uma célula.

As vezes as tentativas de negar essa realidade científica são uma comédia, como neste artigo de Elissa Strauss  que reivindica que uma batida de coração não é necessariamente prova de vida, como no artigo Quando a vida começa? Não é tão simples:

No debate sobre o começo da vida o batimento cardíaco é uma metáfora, um visceral e potente símbolo que alguns não podem deixar de interpretar como prova da própria vida.

É difícil ser impassível pelo correr de sangue através de um embrião ou do coração do feto, algo que muitas mulheres e homens testemunham na sala de exame, com olhos, ouvidos e, sim, corações.

Ainda assim, a batida do coração engana. Ele põe em preto e branco o que que é uma escala de cinza, refutando o fato de que este é um processo misterioso com muitos possíveis fins.

O que isso significa?

A tese de Strauss parece ser a de que é uma questão “do que se sente” sobre o assunto.

Mas isso não é verdade. Não há dúvidas se um feto de oito semanas está vivo. Isso é ciência básica e objetiva.

Se o feto vivo é humano, ele ou ela são vida humana.

Se isso importa moralmente, e se assim importa, o quanto importa, trata-se de uma questão subjetiva de: valores, moral, religião, ética, filosofia etc.

Por isso, alguns admitem que o feto é uma vida humana, mas afirmam que não é uma “pessoa” e  que portanto possui menos ou zero valor moral.

Strauss usa “vida” e “pessoa” como se fossem intercambiáveis. Eles não são. A vida é objetiva, cuja existência ou inexistência pode ser demonstrada pela ciência.

Personalidade não é uma categoria científica. É um julgamento de valor subjetivo ou conceito filosófico.

As tentativas dos abortistas de combinar estes dois reinos diferentes pretende semear a confusão – aparentemente porque acreditam que admitir o embrião ou o feto é uma vida humana, isto é, um organismo humano, e consequentemente um membro da espécie humana – pois isso torna mais difícil defender sua posição.

Wesley J. Smith é Advogado e premiado autor, membro sênior do Discovery Institute’s Center on Human Exceptionalism, consultor do Patients Rights Council. Em maio de 2004, por causa de seu trabalho na bioética,  foi nomeado um dos melhores expert em bioengenharia pelo National Journal. Em 2008, a Human Life Foundation nomeou-o Grande Defensor da Vida por seu trabalho contra o suicídio assistido e a eutanásia

 

Traduzido do National Review

Lourival Souza é presidente do Instituto Expresso Liberdade, colaborador da Associação Cultural São Thomas More, graduado em gestão financeira, tem experiência no mercado de investimentos e educação, é mestrando em Economia Política pelo Swiss Management Center e ex-presidente da Federação Maranhense de Empresas Juniores.

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Lourival Souza

Lourival Souza é presidente do Instituto Expresso Liberdade, colaborador da Associação Cultural São Thomas More, graduado em gestão financeira, tem experiência no mercado de investimentos e educação, é mestrando em Economia Política pelo Swiss Management Center e ex-presidente da Federação Maranhense de Empresas Juniores.

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