José Mayer, UFMA e o estupro da realidade

Por Lourival Souza

As providências tomadas em relação aos estupros ocorridos na UFMA e o assédio de José Mayer tem muito a nos dizer sobre a nova forma de um velho hábito: a promoção da impunidade.

Surge por aqui o argumento da “cultura do estupro”, ou seja, a de que nossa sociedade é educada para tal, com efeito, todo homem é um potencial estuprador. Pronto, não existem mais inocentes e culpados, só estupradores e potenciais estupradores. Perceberam a insanidade?

Qualquer pessoa racional pediria a prisão do estuprador e mais segurança na universidade. Mas não, na UFMA, a turma da cultura do estupro vai fazer um ato com direito a oficina de cartazes. E já o global, publicou uma nota creditando seu desvio a cultura do machismo em que teria sido educado.

 

O estupro é combatido com oficina de cartazes.

“Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas.” – José Mayer

Em ambos os casos a culpa é da cultura, mas não do criminoso, este é só um coitado.

O DNA da Loucura

O tataravô dessa insanidade é o mito do bom selvagem de Rousseau que afirma que o homem é bom, mas a sociedade o corrompe. Ok, então quem corrompeu a sociedade?

A implicação lógica dá máxima de Rousseau é negar a vontade. Se tudo é produto da cultura não há espaço para escolha, logo ninguém é culpado suas ações. Só um louco ou uma criança (e olhe lá) não tem noção do que faz. Para esse pessoal, é todo mundo. E digo mais, se isso for levado às últimas consequências, ninguém poderá ser preso. Uma maravilha, não acham?

Pois fiquem sabendo que esse pensamento tem eco nas nossas universidades. Gerações e gerações de futuros juízes e advogados estão sendo educados para virar este país de ponta cabeça. Se não fizermos nada, vai ficar pior, podem acreditar.

Não existe cultura do estupro no Brasil

Só podemos afirmar que algo é cultural caso seja promovido pela literatura, pelos meios de comunicação, ensinado através de gerações e abraçado como um prática legítima. Nós temos cultura de samba, de língua portuguesa, de humor, mas não de estupro. Qualquer um sabe que essa tal cultura de estupro é papo furado. Até mesmo no meio bárbaro que são os presídios e cadeias deste país, o estupro não é bem visto. Estupradores são estuprados e mortos, ainda mais se tem criança envolvida. Você pode me perguntar agora: se  na cadeia é tão comum, não é um forma de cultura? Não, o preso sabe que isso é criminoso e vergonhoso para quem sofre.

A cultura de estupro acontece em outros lugares que não o Brasil. Em muitas partes do mundo islâmico toda mulher não-muçulmana é vista como “terra de ninguém” e pode ser estuprada. Isso é visto como algo lícito. No norte da África o estupro coletivo é comum. Quem não lembra da repórter americana que durante uma cobertura no Cairo foi tragada por uma multidão de homens que a molestaram? É disto que falo. Não é de se estranhar que na Europa os casos de estupros (coletivos ou não) tenham aumentado vertiginosamente e os agressores identificados dentre os refugiados muçulmanos. A Suécia é quem mais sofre. Mas isso o pessoal da “cultura de estupro” não vai te contar, melhor mesmo é fazer vista grossa e acusar o brasileiro de potencial estuprador.

Se nós queremos um país intelectualmente sadio, temos que denunciar a toda hora essas insanidades. A cultura do estupro só existe na cabeça de quem acredita, e isso é estuprar a realidade.

Lourival Souza é presidente do Expresso Liberdade e colaborador da Associação Cultural São Thomas More.

Lourival Souza é presidente do Instituto Expresso Liberdade, colaborador da Associação Cultural São Thomas More, graduado em gestão financeira, tem experiência no mercado de investimentos e educação, é mestrando em Economia Política pelo Swiss Management Center e ex-presidente da Federação Maranhense de Empresas Juniores.

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Lourival Souza

Lourival Souza é presidente do Instituto Expresso Liberdade, colaborador da Associação Cultural São Thomas More, graduado em gestão financeira, tem experiência no mercado de investimentos e educação, é mestrando em Economia Política pelo Swiss Management Center e ex-presidente da Federação Maranhense de Empresas Juniores.

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