Vida intelectual versus vida de curiosidade

Publicado originalmente em permanência.org.br

(Esta conferência foi proferida na Jornada de Formação do MJCB em 2012. Apresentamos aqui a sua transcrição).

 Pe. Luiz Cláudio Camargo FSSPX

A obra que estamos propondo realizar em nossos priorados consiste exatamente na idéia da universidade: versus unum. A universidade é a reunião de todas as faculdades, iluminadas pela Teologia. A nossa vida precisa alcançar essa unidade mais elevada, e o lugar privilegiado para isso, na situação em que nos encontramos hoje, são os nossos priorados.

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O corpo e a dignidade humana

Por Rodrigo Couto

As tradições de inúmeros povos costumam moderar os usos do corpo, algo evidenciado desde o cotidiano (por exemplo, pelas regras relativas ao vestuário e nudez), até os ritos de passagem mais importantes. Tradicionalmente, o aprimoramento de atos da vida civil depende não apenas da disposição das partes, mas de manifestações físicas, como com a consumação do matrimônio. A volição do espírito, embora importante, não seria suficiente para a ultimação, e isso faz do corpo algo além de mero invólucro para a consciência, e possuidor de grau de dignidade superior ao conferido a um simples veículo para a comunicação das vontades individuais. O Cristianismo contemplou esse fato, evidentemente, com a Encarnação, suficiente para demonstrar o valor singular das formas humanas. O mesmo valor foi demonstrado com a Ressurreição.

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José Mayer, UFMA e o estupro da realidade

Por Lourival Souza

As providências tomadas em relação aos estupros ocorridos na UFMA e o assédio de José Mayer tem muito a nos dizer sobre a nova forma de um velho hábito: a promoção da impunidade.

Surge por aqui o argumento da “cultura do estupro”, ou seja, a de que nossa sociedade é educada para tal, com efeito, todo homem é um potencial estuprador. Pronto, não existem mais inocentes e culpados, só estupradores e potenciais estupradores. Perceberam a insanidade?

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O batimento cardíaco do feto não prova a vida?

Por Wesley J. Smith

Puxa vida, alguns na esquerda continuam fingindo que não sabemos quando começa a vida humana.

Claro que sabemos. Isto é uma questão científica. Os livros de embriologia elucidam a concepção.

Isso significa que eu e você somos o mesmo organismo desde aquele momento em que éramos uma célula.

As vezes as tentativas de negar essa realidade científica são uma comédia, como neste artigo de Elissa Strauss  que reivindica que uma batida de coração não é necessariamente prova de vida, como no artigo Quando a vida começa? Não é tão simples:

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Liberdade de pensamento

Por Juan Manuel de Prada

Em 1984, explicando os artifícios empregados pelo Partido para transformar o pensamento das pessoas, George Orwell relata que tinha destaque fazer crer que “tanto o passado como o mundo externo existem apenas na mente.” Ante o que Winston Smith, o protagonista do romance, rebela-se dizendo: “O mundo material existe, suas leis não mudam. As pedras são duras; a água, líquida; os objetos, sem distinção, caem em direção ao centro da Terra. Liberdade significa liberdade de dizer que dois mais dois são quatro. Se isso for aceito, todo o resto vem por acréscimo”. A liberdade, para Orwell, é baseada na verdade; e sabemos que nada ofende (especialmente em tempos de engano universal), tanto quanto a verdade. Por que todos os tiranos do mundo tentaram esgueirar-se da verdade das coisas; e o homem livre aspirou a desvendá-la. Nisto deveria consistir a liberdade de pensamento. Mas realmente esta é a “liberdade de pensamento” que hoje proclamamos?

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Lula: a grandeza Intramundana de um soba provinciano

Por Dyêgo Martins*

Considerado um dos maiores filósofos do século XX, o alemão Eric Voegelin se notabilizou pela crítica contundente ao pensamento de Karl Marx, a quem creditou a concepção de uma ideologia perniciosa que estimulou a violência e a morte de milhares de seres humanos.  Para o estudo introdutório de sua obra, é recomendável a leitura preliminar das “Reflexões Autobiográficas”[1]. Contudo, é em “Hitler e os Alemães”[2] que o filósofo (que também foi cientista político) efetua uma brilhante análise da personalidade doentia do líder germânico e do impacto de sua ideologia totalizante sobre toda uma nação.

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