Quando esquecem que o contribuinte é um consumidor

Um fato ocorrido esta semana demonstra bem a maneira incoerente com que estado, em todo lugar, age com o cidadão. É comum ouvir do poder público que cabe a ele defender o mais fraco, um argumento muitas vezes sustentado pela alegação do egoísmo do interesse privado. Mas não é bem assim, a truculência com que o estado trata o cidadão mostra que não é o protetor que diz ser.

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Uber vs Táxis – como acabar com esta guerra?

A regulação brasileira cria problemas desnecessários, e este caso é um bom exemplo. Tanto táxi quanto Uber tem sua parcela de razão. Ambos são vítimas de um sistema ineficaz e injusto.

A raiz do problema é a regulação dos táxis. Não há necessidade disto existir. Pense comigo: é realmente necessário enfrentar um processo demorado e caro só para poder fazer corridas? Tá na cara que não. São essas barreiras que impedem muitos brasileiros de ter acesso ao mercado de trabalho, justamente por não poder empreender, e que consequentemente priva a população de ter mais serviços.

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Reflexões para o movimento liberal e conservador

Completo em 2016, dez anos de envolvimento com a divulgação das ideias liberais, conservadoras e tudo que achei necessário defender. Comecei na faculdade e não parei desde então: DA, DCE, partido político, estudos, leituras, conversas, editora, eventos e a fundação de dois institutos. Uma boa bagagem. Assisti nesse período uma escalada de popularidade que sequer imaginei: institutos, eventos, tendências, adesão de celebridades e as editoras. Estas últimas, o salto da década.

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A tragédia do PROCON e daqueles que só querem ajudar

Por Lourival Filho

 
Aviso de cara que sempre critico com a melhor das intenções, pois o contraditório nas terras do Maranhão tem status de ofensa e quase sempre é creditado a intriga de grupo político. Esta semana fiquei sabendo de mais uma ação do PROCON que a meu ver não compreende ainda a dimensão do que é defender o consumidor. Reconheço que há por parte deles boas ações, boas intenções e motivação. No entanto, o foco de suas ações acusa a falta de sólido fundamento em ciências sociais, especificamente em economia.

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Angus Deaton, o economista que busca as chaves do desenvolvimento

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Por Guillermo Coverton.

O economista Angus S. Deaton foi premiado nesta segunda feira com o prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas, em memória de Alfred Nobel, entregue anualmente desde 1968.

Nascido em Edinburgo (Escócia) em 1945, trabalha desde 1983 com pesquisas na universidade de Princeton (EUA), onde ocupa a cátedra Dwight D. Eisenhower de Economia e Assuntos Internacionais da Escola Woodrow Wilson de Políticas Públicas e Relações Internacionais do departamento de Economia.

Deaton graduou-se em Cambridge, onde também obteve seu mestrado e doutorado. Este último com a tese “Modelos de demanda dos consumidores e sua aplicação no Reino Unido”. Têm dado aulas na Inglaterra, tanto em sua alma mater como na Universidade de Bristol.

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A falta que faz um Roberto Campos

Por Aristóteles Drummond

Neste momento em que o Brasil e o mundo vivem em torno de problemas econômicos, sinto mais do que nunca a falta da lanterna que iluminou parte de minha geração, a figura singular de Roberto Campos.

No Brasil, estamos atravessando essa crise com uma proposta de ajuste, sem a apresentação de outros caminhos. O governo conta com o que vem propondo, e a oposição se limita a criticar.

Roberto Campos conhecia os homens e o jogo ideológico, tendo vivido intensamente o pós-guerra, o duelo da economia de mercado com a centralização socialista. Conhecia as manhas, os argumentos inconsistentes e fora da realidade. Foi a seu tempo um profeta, pois seu envolvimento tinha lastro na realidade e não em utopias.

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Tudo muito pouco usual

Por Pedro Malan

“Ficará cada vez mais claro quão pouco usual foi a última década”, escreveu a revista The Economist em julho de 2013. E tem razão: a década 2003-2013 foi muito pouco usual, como quer que se defina a expressão. Porque na sua primeira metade foi marcada pelos anos de auge (2003-2008) do que Ken Rogoff chamou de “o mais longo, o mais forte e o mais amplamente disseminado ciclo de expansão da história moderna”. Com a súbita caída do pano no último trimestre de 2008.

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Anarcocapitalismo, minarquismo e evolucionismo

Por Francisco Capella

Dentro do Liberalismo existem três grandes escolas ou correntes fundamentais de filosofia política: anarcocapitalismo, minarquismo e evolucionismo. Cada uma defende a liberdade de uma posição diferente, em partes contraditórias, mas também complementárias, com imperfeições e limitações.

O anarcocapitalismo (anarquismo liberal, individualista de mercado) se opõe ao Estado como institucionalização e monopólio da coerção sistemática, e defende uma ordem social baseada no direito de propriedade e no princípio de não-agressão: a segurança e a solução de conflitos podem ser conseguidas através de mecanismos de mercado via concorrência de agências privadas, sem exclusividades e nem privilégios.

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