Vida intelectual versus vida de curiosidade

Publicado originalmente em permanência.org.br

(Esta conferência foi proferida na Jornada de Formação do MJCB em 2012. Apresentamos aqui a sua transcrição).

 Pe. Luiz Cláudio Camargo FSSPX

A obra que estamos propondo realizar em nossos priorados consiste exatamente na idéia da universidade: versus unum. A universidade é a reunião de todas as faculdades, iluminadas pela Teologia. A nossa vida precisa alcançar essa unidade mais elevada, e o lugar privilegiado para isso, na situação em que nos encontramos hoje, são os nossos priorados.

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O corpo e a dignidade humana

Por Rodrigo Couto

As tradições de inúmeros povos costumam moderar os usos do corpo, algo evidenciado desde o cotidiano (por exemplo, pelas regras relativas ao vestuário e nudez), até os ritos de passagem mais importantes. Tradicionalmente, o aprimoramento de atos da vida civil depende não apenas da disposição das partes, mas de manifestações físicas, como com a consumação do matrimônio. A volição do espírito, embora importante, não seria suficiente para a ultimação, e isso faz do corpo algo além de mero invólucro para a consciência, e possuidor de grau de dignidade superior ao conferido a um simples veículo para a comunicação das vontades individuais. O Cristianismo contemplou esse fato, evidentemente, com a Encarnação, suficiente para demonstrar o valor singular das formas humanas. O mesmo valor foi demonstrado com a Ressurreição.

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O papel das tendências na luta contra-revolucionária

Por José Carlos Sepúlveda

Apresentação por ocasião do colóquio sobre estratégia contra-revolucionária – Palácio da Independência (Lisboa) em  19 de Dezembro de 2015

 A finalidade destes colóquios, bem como dos estudos que ao longo do ano são realizados e debatidos nos encontros das sextas-feiras, é considerar o fenómeno revolucionário em toda a sua amplitude religiosa, moral, filosófica, histórica, política, social, artística, etc.

Ao debruçarmo-nos sobre o acontecer revolucionário é imperioso também considerar a Contra-Revolução nas suas diversas manifestações de pensamento e nas suas organizações de acção e de luta, ao longo dos tempos.

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Silvio Santos x Sheherazade: qual o verdadeiro problema?

Por Francisco Bezerra

Ganhou bastante repercussão nas redes sociais o constrangimento sofrido pela jornalista Rachel Sheherazade na premiação do Troféu Imprensa. O fato tomou relevância, principalmente, porque a saia justa foi promovida pelo seu próprio chefe, o apresentador e dono do SBT Silvio Santos, o qual revelou a pressão que sofre por conta das opiniões de alguns de seus funcionários. Sheherazade foi premiada como melhor apresentadora no voto dos internautas. Ao se apresentar para receber o troféu das mãos do próprio Silvio Santos, foi criticada ao vivo pelo chefe pela acidez de seus comentários. O dono da emissora afirmou de forma irônica que se ela quisesse dar sua opinião, que ela comprasse uma emissora ou fosse para outra. O seu papel no SBT é dar notícias e não opinião.

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José Mayer, UFMA e o estupro da realidade

Por Lourival Souza

As providências tomadas em relação aos estupros ocorridos na UFMA e o assédio de José Mayer tem muito a nos dizer sobre a nova forma de um velho hábito: a promoção da impunidade.

Surge por aqui o argumento da “cultura do estupro”, ou seja, a de que nossa sociedade é educada para tal, com efeito, todo homem é um potencial estuprador. Pronto, não existem mais inocentes e culpados, só estupradores e potenciais estupradores. Perceberam a insanidade?

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O batimento cardíaco do feto não prova a vida?

Por Wesley J. Smith

Puxa vida, alguns na esquerda continuam fingindo que não sabemos quando começa a vida humana.

Claro que sabemos. Isto é uma questão científica. Os livros de embriologia elucidam a concepção.

Isso significa que eu e você somos o mesmo organismo desde aquele momento em que éramos uma célula.

As vezes as tentativas de negar essa realidade científica são uma comédia, como neste artigo de Elissa Strauss  que reivindica que uma batida de coração não é necessariamente prova de vida, como no artigo Quando a vida começa? Não é tão simples:

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Uma Crônica do Estado Laico

Por Fábio Costa

Uma das interpretações plausíveis para a temível besta do Apocalipse é que esta não seria a encarnação de um poder pessoal de algum estadista em particular como Stálin, Hitler ou Mussolini, por mais demoníaco que fosse, mas o próprio Estado enquanto entidade que legitima a si mesma com máxima soberania sobre os indivíduos. Sob as mais variadas formas de legitimidade não nos faltam exemplos históricos desde os faraós do Egito, considerados deuses, do culto aos césares a Luís XIV e sua ensolarada sentença “O estado sou eu” percebemos algo em comum: a entidade abstrata estaria visível sob a forma de uma pessoa em carne e osso. A concepção abstrata de Estado é uma invenção tardia da modernidade mais conhecida como Estado laico.

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Liberdade de pensamento

Por Juan Manuel de Prada

Em 1984, explicando os artifícios empregados pelo Partido para transformar o pensamento das pessoas, George Orwell relata que tinha destaque fazer crer que “tanto o passado como o mundo externo existem apenas na mente.” Ante o que Winston Smith, o protagonista do romance, rebela-se dizendo: “O mundo material existe, suas leis não mudam. As pedras são duras; a água, líquida; os objetos, sem distinção, caem em direção ao centro da Terra. Liberdade significa liberdade de dizer que dois mais dois são quatro. Se isso for aceito, todo o resto vem por acréscimo”. A liberdade, para Orwell, é baseada na verdade; e sabemos que nada ofende (especialmente em tempos de engano universal), tanto quanto a verdade. Por que todos os tiranos do mundo tentaram esgueirar-se da verdade das coisas; e o homem livre aspirou a desvendá-la. Nisto deveria consistir a liberdade de pensamento. Mas realmente esta é a “liberdade de pensamento” que hoje proclamamos?

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Uma definição cristã de trabalho

Por Francisco Bezerra

A resposta automática que vem à cabeça de qualquer brasileiro ao ser perguntado o que ele faria se ganhasse um prêmio milionário é, em quase 100% dos casos, deixar de trabalhar. Pode confessar, você também pensou isso. Essa forma negativa como se percebe trabalho hoje se deve a dois principais fatores: trabalhar numa sociedade de consumo sempre ávida por resultados é algo maçante e, muitas das vezes massacrante; e as pessoas perderam completamente a percepção do verdadeiro sentido do trabalho.

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Reflexões para o movimento liberal e conservador

Completo em 2016, dez anos de envolvimento com a divulgação das ideias liberais, conservadoras e tudo que achei necessário defender. Comecei na faculdade e não parei desde então: DA, DCE, partido político, estudos, leituras, conversas, editora, eventos e a fundação de dois institutos. Uma boa bagagem. Assisti nesse período uma escalada de popularidade que sequer imaginei: institutos, eventos, tendências, adesão de celebridades e as editoras. Estas últimas, o salto da década.

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