Gramsci e o Brasil

Por Marcel Domingos Solimeo

O livro A Revolução Gramscista no Ocidente, de Sergio Augusto de Avellar Coutinho, embora não seja tão recente, continua cada vez mais atual, porque, à medida que o tempo passa, verifica-se que avançamos muito na aplicação da estratégia definida por Gramsci para a conquista do poder. Fatos e ações que parecem isolados apresentam uma direção e um objetivo comum na linha definida pelo filósofo italiano.

Ler mais

A falta que faz um Roberto Campos

Por Aristóteles Drummond

Neste momento em que o Brasil e o mundo vivem em torno de problemas econômicos, sinto mais do que nunca a falta da lanterna que iluminou parte de minha geração, a figura singular de Roberto Campos.

No Brasil, estamos atravessando essa crise com uma proposta de ajuste, sem a apresentação de outros caminhos. O governo conta com o que vem propondo, e a oposição se limita a criticar.

Roberto Campos conhecia os homens e o jogo ideológico, tendo vivido intensamente o pós-guerra, o duelo da economia de mercado com a centralização socialista. Conhecia as manhas, os argumentos inconsistentes e fora da realidade. Foi a seu tempo um profeta, pois seu envolvimento tinha lastro na realidade e não em utopias.

Ler mais

O samba do crioulo doido

Por Péricles Capanema

No último 23 de junho a presidente Dilma discursou de improviso na solenidade de lançamento dos Jogos Mundiais dos Povos indígenas. Bem-humorada e autêntica, deixou o Brasil aturdido e triste. A íntegra do discurso (áudio de 21 minutos e transcrição) está no portal da Presidência. Abaixo, trechos.

Pontapé inicial: “Então, eu vou começar comprimentando [a transcrição oficial sempre coloca caridosamente cumprimentar] os guerreiros que representam os povos indígenas aqui presentes, vou saudá-los a todos eles”.

Ler mais

A utilidade do inútil

Por Dom Lourenço de Almeida Prado

Costuma-se dizer que a cultura é aquilo que fica em nossa mente, depois que esquecemos o que havíamos aprendido na escola. A afirmação é feita, quase sempre, em desapreço para o aprendizado escolar, querendo significar que as coisas aprendidas, nessa ocasião, são mecanismos ou informações memorizadas, sem alcance prático e, assim, inteiramente inúteis. Sobrecarga que deve ser esquecida o mais cedo possível.

Ler mais

O poeta Ives Gandra da Silva Martins

Por Fernando Braga

Poesia completa, de Ives Gandra da Silva Martins, com a apresentação de João Carlos Martins e prefácio de Paulo Bomfim, é uma edição belíssima da editora Resistência Cultural – www.resistenciacultural.com.br –, de São Luís, “fruto do trabalho do editor e amigo José Lorêdo Filho, lutador na nossa terra”, segundo palavras do meu querido amigo, Dyêgo Martins, Professor de Literatura Maranhense de pós-graduação em História do Maranhão do IESMA, o qual, com sua costumeira gentileza, mandou-me esse exemplar de presente, uma riqueza de livro…

Ler mais

Tudo muito pouco usual

Por Pedro Malan

“Ficará cada vez mais claro quão pouco usual foi a última década”, escreveu a revista The Economist em julho de 2013. E tem razão: a década 2003-2013 foi muito pouco usual, como quer que se defina a expressão. Porque na sua primeira metade foi marcada pelos anos de auge (2003-2008) do que Ken Rogoff chamou de “o mais longo, o mais forte e o mais amplamente disseminado ciclo de expansão da história moderna”. Com a súbita caída do pano no último trimestre de 2008.

Ler mais

Mitterrand e os 40 ladrões – clonagem?

Por Luiz Roberto Sabatto

(Artigo originalmente publicado na Revista dos Tribunais, 820, fevereiro de 2004, p. 97. Republicado no site do Expresso Liberdade pela atualidade e importância.)

Vergada pelo incontestável e já no poente, a gestão de FRANÇOIS MITTERRAND não ousou reagir contra as acusações da extensa monografia de JEAN MONTALDO, cujo título, “MITTERRAND ET LES 40 VOLEURS” (“MITERRAND E OS 40 LADRÕES”), só não ensejou abertura de inquérito por calúnia, difamação ou injúria ao Presidente da França certamente para não expô-lo à exceção da verdade.

Ler mais

Nem só roubalheira

Por Péricles Capanema

Rato magro. Lá atrás, Roberto Jefferson chegou duro: “rato magro, essa gente que assaltou o Brasil”. Completou: “PC Farias é aprendiz de feiticeiro ante essa gente que assaltou o Brasil”. Não falava só de dirigentes e militantes do PT. Mas o foco era a cumpanherada. Nunca antes na história destepaiz tantos ratos esfomeados devoraram impunemente tanto do tesouro público. A preocupação dominante da maior parte dos que agora têm horror do governo Dilma (são contra tudo o que está aí) é a roubalheira promovida Brasil afora pela petralhada, ratos esfomeados que faz anos assaltam os cofres da Petrobrás e de outras estatais. O mesmo horror engloba o aparelhamento do Estado e os políticos que lotam de afilhados a administração pública. Terrível; mas a tragédia maior está longe daqui.

Ler mais